Duda

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Caxias do Sul, Rio Grande do Sul, Brazil
Casada com a publicidade e amante do Jornalismo. Um alguém que torna-se um ponto de interrogação aos seus olhos. E que nada mais é do que algo que você ignora. Amo as letras,as imagens e o mundo das cores. Talvez por isso que o tão colorido das coisas até cegam outras. Talvez por isso , não sinto o preto e o branco que costumam me perseguir. Redação Publicitária é uma das minhas praias.

26 de julio de 2011

28 de mayo de 2011

PodCast - Trecho de Dom Casmurro

Para quem não quem conhece a obra... fica ai um trecho! Vale a pena ler...



Trilha:



Microssérie:

21 de mayo de 2011

Um pouco de mim



Era em uma estação fria, dessas que não se sabe se o frio congela o próprio ar ou as almas se perdem pelo gelo frio que cerca os corpos. Foi no frio de uma noite que vim ao mundo pelo calor de um corpo. 
Quisera eu ter nascido no calor, aproveitado a estação, mas já nasci no inverno onde o silêncio é maior e o aconchego também.
Da cidade de onde nasci não lembro nada, só a conheci no nascimento e olhe lá se um dia voltarei. 
Mas sabe que sinto vontade de conhecer devidamente o lugar que me trouxe ao mundo, porque dos braços de onde vim eu bem sei.
Era frio, eram torneiras congeladas e uma geada que se amanhecia derretendo-se pelas folhas e telhados de um lugarzinho pequeno no interior do Estado.
Lembro-me assim, que fui crescendo entre o mundo verde, um riozinho e um grande caminho, terras, montanhas, gramados e animais que me fizeram tão feliz quanto um sonho que não sei se voltará.
Meus pais, meu mundo, família grande e abraços de um lugarzinho que pra mim era mágico.
Porém, aos dois anos de idade talvez eu tenha tido uma chance de recomeçar, não sei porque motivos, mas já cheguei no hospital com quase nada de respiração e apagando para a vida e meus pais com poucas esperanças. Após alguns instantes voltei e continuei a seguir a história.
A infância rodeada por grandes estradas, passeios a cavalo com meu pai e brincadeiras que nunca deveriam acabar. Lembro de muitos sorrisos daquela época e poucos choros. 
Lembro-me de muitas gargalhadas com meu avô e meus primos em volta de uma arvorezinha cheia de caquis, os melhores do mundo.
Meu avô, um herói, a pessoa que mais admirei em toda a minha vida até agora e com certeza será meu ídolo eterno. Tu também deves ter alguém assim, não é? Alguém que tu admiras e te serve de exemplo, alguém que age com alma e com o coração em tudo que faz. Alguém que senta ao teu lado e brinca de ser criança e que te faz sorrir sem parar. Alguém que te deixa uma saudade imensa e te dá um aperto no coração só de pensar que não está mais como estava uma vez, em vida. 
Ao pensar nestas coisas, me questiono o quanto passamos correndo na vida, procurando milhões de sorrisos enquanto alguns estão tão próximos nos fazendo sentir a verdadeira vida. Eu não seria nada se não tivesse as pessoas que tenho em minha volta, principalmente a família.
Mas hoje me bateu saudade de andar a cavalo, andar sem rumo, me perder entre os verdes e os ventos da primavera, com o cheiro de mato e os pássaros cantando as mais belas canções que só eles sabem.
Me deu uma vontade imensa de dizer ao mundo o quanto sinto dentro de mim, que nem sei dizer o quanto sinto, coisas assim de quem nasce em um dia frio de inverno, enquanto a geada derrete-se nas folhas e nos telhados do pequeno lugarzinho, do grande mundo, que um dia foi meu.
São tantos fatos que um dia eu continuo, enquanto a vida existe. Enquanto as chances me são dadas e enquanto os sorrisos alimentarem nossas almas continuarei a seguir e continuar a minha história.

14 de mayo de 2011


É dificil guardar o coração, camuflá-lo em meio a tantas coisas e tentar viver sem pensar nele.
Tenho vontade de olhar a lua do mesmo jeito que olhei uma vez, de sorrir sem querer, se abraçar como se fosse a última vez, sabendo que daqui algumas horas abraçaria outra vez. Tenho vontade de dizer ao pé do ouvido todos aqueles poemas que costumava declarar algumas vezes. Hoje só a noite me escuta, só os ventos e o frio que chega em minha janela entendem o que meus olhos querem viver.
Quero sentir as mãos, ouvir as histórias, despertar sorrisos, assim, no simples estar. Talvez tenha me perdido no caminho, entre olhares, abraços e tentativas inúteis de viver um grande amor. Um grande amor que nunca existiu e nem ao menos sei se existe, é tudo em vão, como o que escrevo agora.
O ser humano vive a procura de estar completo, de sentir-se bem, e há os que digam que é possível ser feliz sozinho, não me convencem, porquê um olhar verdadeiro é mais intenso do que noite de festa.Muitos não querem amar para não sofrer é como entrar no mar e não querer se molhar. O ser humano depende sim de outro, até para sobreviver. Cancerianos, como eu, são eternos carentes, incompletos.
Quero cantar a canção mais bela olhando nos olhos e falar com a alma de quem escuta. Quero poder sentir saudades, não ver a hora de chegar o dia, os minutos, os segundos. Quero fazer planos, escrever uma história, declarar aos sete ventos o quão é belo amar. Porque sei que é belo, como essa noite de neblina que encobre a lua, como encobre meus olhos e meu coração. Quero as estrelas, o gosto, o sabor, o perfume e o aroma que faz tanta falta aqui. Queria poder sentir o mundo com o coração disparado, dilacerado. Essas são as noites, amanhã serão os dias e tudo permanece da mesma forma, talvez mais alegre, mais triste, mas assim, com a noite encoberta, enquanto o tempo não resolve continuo a seguir assim.

1 de mayo de 2011

Nasci para o mundo

O acaso ou o destino sempre teimam em fazer com que o mundo continue a girar.
E aí você caro leitor, começa a pensar se tudo que está acontecendo já está escrito em algum lugar, e também nestas crendices todas que as pessoas de fé acreditam.
Ou então que a vida não passa desses fatos que vamos construindo a cada dia e a cada novo olhar.
Atualmente a sociedade está em busca de afirmação e de direitos, é bem fácil de perceber isso, ao consultar as mídias e conversar com as pessoas. Existe uma eterna busca por aceitação e ai vem aquela ideia de bulling, de preconceitos, de raças de sexos, que se resumem ao que? O ser humano está tentando se tornar mais humano, talvez agora depois de tantos anos as pessoas estão abrindo os olhos para o que é essencial na vida? Ou seja, saber viver?
O engraçado de saber viver é que ninguém nunca sabe como se faz. Sempre estamos na busca de algo mais forte, intenso, algo que nos faça perder o ar, virar a cabeça, perder o rumo.
Sempre queremos mais, sempre mais.
A vida é assim nos vicia, como uma droga e dela não podemos fugir.
Chorar aos trancos e barrancos e pensar que o mundo acabou é para quem tem medo da imensidão da vida.
A graça de tudo, de não saber viver, é tentar saber ou fingir saber.
A graça de correr em meio a chuva, de ficar rindo por motivos bobos já é uma tentativa de se encontrar, porém para se encontrar as vezes dói. Dói, como uma ferida que é cutucada com uma ponta de agulha que arde, que te faz perder os sentidos.Mas a dor no final das contas é compensadora.
 

Sentiu-se pronto para a viagem, com suas malas,  uma carregada  da vida que já viveu e outras dos projetos de um futuro.  Saudades, lembranças, amores, sentidos, família, tudo foi grande, vasto e intenso. Porém o mar, a vida, tudo continua a viciá-lo, a deixar louco e a procura de mais, como uma sede insaciável de sexo e de prazer absoluto. Ele nasceu para o mundo, para desvendar o que ainda não foi desvendado, para fazer-lhe algum sentindo toda essa ideia de não sabe viver.
Amadureceu com o tempo e aprendeu a voar sem tirar os pés do chão, sem se chocar com a dor e com os medos. Aprendeu a voar para não perder a graça de tentar viver. Aprendeu a sentir de verdade e não ser pela metade, a não ser por instinto, nem por coisa alguma.
Quis ser sim o único para si e para o mundo. Aprendeu que alguns nasceram para um pequeno mundo e outros para o mundo todo. Se encaixar em alguns destes grupos seria uma tarefa um tanto quanto embaraçosa para ele, pois só queria levar nas mãos as vontades e uma rosa, que nunca perdera o perfume e que carrega o seu interior, a sua essencia de ser.
Porque aprendeu a voar, sem tirar os pés do chão e estar com ele é voar também. É ser intenso de verdade.



Tentar se afirmar é comum aos seres, tentar viver a cada dia é declarar a si mesmo um verdadeiro amor, não de corpo, de medos, amor de alma, que é o que eu e você sentimos agora mesmo que alguém se declare que não tem sentimentos. Os olhos falam demais, bem mais que as simples palavras.
Eu nasci para o mundo e o quero por inteiro.

18 de abril de 2011

Mídia rádio - 2009

Trabalho de adaptação de um conto infantil para o rádio.
Produção e locução de acadêmicos de Comunicação Social da Universidade de Caxias do Sul.
Dezembro de 2009.



Até Breve!

Cantoria - Laboratório de Criatividade UCS

Um dos melhores semestres que já se passou pela UCS e que foi marcado por momentos maravilhosos!
Pessoas muito especiais e um professor sensacional!
Aí está o nosso Jingle fictício de uma Campanha de Natal.



Trabalho de Laboratório de Criatividade - 
UCS Curso de Publicidade e Propaganda
Dezembro de 2010.
Peça jingle do evento chamado “Cantoria Atlântida"
Baseado em empresa real, foi criado a publicidade fictícia por 
Duani Verlindo de Lima, Carolina Helena de Souza Ferreira
e Mariana de Martini Bonesi.
Docente responsável: Marcos Brod Junior


Até breve!