Duda

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Caxias do Sul, Rio Grande do Sul, Brazil
Casada com a publicidade e amante do Jornalismo. Um alguém que torna-se um ponto de interrogação aos seus olhos. E que nada mais é do que algo que você ignora. Amo as letras,as imagens e o mundo das cores. Talvez por isso que o tão colorido das coisas até cegam outras. Talvez por isso , não sinto o preto e o branco que costumam me perseguir. Redação Publicitária é uma das minhas praias.

26 de abril de 2010

Preconceito

Ele já havia andado a um bom tempo, e a luzes da luz da rua refletiam sua sombra.
Na sua lentidão se entregava ao ar daquela noite vazia. Pouco bastava para que seus olhos se encharcassem de lágrimas e o salgado descia pelos seus lábios, enquanto a noite parecia o fim das mais belas noites e dos mais belos mundos.
Se pés buscavam um chão e o peito sangrando queria se entregar ao que achava ser a única solução.
A morte então, o fim de tudo, o fim do medo, da dor, das falas em volta em seu ouvido o tempo todo.
Ele se entregou ao que mais temia, é fugiu do mundo com medo da dor.

O que dizer quando a vida acaba? O que dizer quando a televisão te mostra o que acontece no mundo e denuncia a ignorância humana? O que dizer do preconceito que ronda nossos passos? Já passamos por tantas coisas que mais um passo pode ser apenas mais um.
Já assumi publicamente quem sou, já não guardo mais o que é a verdade. Porém, você caro leitor pode achar que é brincadeira quando dizemos que o "xingamento" ainda existe.
Hoje em dia não tenho mais as mesmas atitudes de um tempo atrás, já não escondo a verdade e também já passei por preconceitos que você não deve imaginar o quanto dói, pensar em ser censurado, colocado para fora só por ser quem se é.
É difícil entender né? Quando as coisas não te machucam, porém coloque-se no seu lugar e perceba quanto é medíocre a ignorância de não aceitar o que não conhece. Tente sentir um pouco que você não é diferente de nenhum outro ser e somos todos animais.
Vamos buscando um novo ar , aqui e ali. Enquanto outros procuram ares que não existem e se embriagam de verdades impostas por doutrinas não provadas. Somos parte de uma sociedade dominada pela crença cega em certas coisas e certos fatos são dados como crime enquanto tirar vidas, fazer o mal parece tão simples, não é?
Homossexuais são criminosos? Qual o crime? Amar?
Estaremos então todos mortos, enterrados, enquanto outros se enterram aos poucos a ceguice de não saber o que é o verdadeiro amor. Qual a surpresa? Espera aplausos? A ignorância me revolta, revolta mesmo. Sabe quando você acredita mais no seu nariz do que na a vida que te cerca?

Amar não é crime, não é perversão. Amar é vida e de vida , todos precisam não?
Desculpe se uso palavras ofensivas, desculpe se dou a mão ou beijo quem amo na sua frente, desculpe se amo quem amo, desculpe pela sua falta de respeito, está perdoado, aliás pessoas assim até dão pena.
Não sinto ódio, nem repulsa, pois quem sente isso é porque é incapaz, volátil, fraco, preconceito é para fracos.
A sua verdade falsa, não atinge ninguém, acredite nisso. Enquanto você fala eu ouço música.
Amor não tem sexo. Alma se apaixona por alma.
"Se você se entendesse saberia disso".

20 de abril de 2010

Até onde?

Não sei o que dizer sobre os sentimentos, por isso os resolvi guardá-los, ou deixá-los de lado por um bom tempo. Que a vida leve até onde quiser os meus passos...


Depois de noites inteiras
ainda tenho a lembrança
daquele jovem sorriso
olhando para mim
E aquela intensidade
que ficava a me perseguir
que me deixava tonta
Na graciosidade de suas mãos
Na graciosidade de sua pele
As noites já passaram
Seus olhos não vi mais
Seu abraço
Seu carinho
Ficaram em outra estação
Como o vento de uma praia
e lá permaneceu.
Tudo permanece intacto
guardado em uma caixinha
em um segredo íntimo
e uma vontade.
Seria mais uma poesia,
um verso,
uma confissão.
Seria a morte pela boca,
seria meu fim.
Mas o poeta tem o dom de fingir dor,
fingir sentir,
fingir crêr.
A vida vai e vem
até onde o romantismo viverá?
Até onde o guardarei para outra estação?

15 de abril de 2010

Sabe estive pensando em outras vezes, outras falas e tantas dores. E hoje sinto como que se cada segundo que passou foi rodeado pelas coisas que nunca quis sentir e que me deixaram assim, perdida. Todas as vezes da mesma forma e repetidamente a história se repetirá, até quando?
Até quando estive disposta a doar o meu mundo para a vida? E de que forma aprendi a conviver com tantas coisas?
Digo-lhe que estou cansada, dos mesmos rostos, das mesmas histórias, das idas e voltas que a vida dá porque cada vez mais ele se fecha e sinto agora, como nunca antes senti que ele está realmente se fechando sem deixar um espaço de passagem. Deixando apenas um feixe de luz, e somente isto.
Ele não quer mais, está amargurado, fechado, trancado a sete chaves e de onde não sabe de que forma ainda irá sair.
Meu humano, meu ser, já está longe em outras ideias e outros mundos que somente ele poderá alcançar, porque a vida aqui cheia de histórias de livros para viver parece deveras impossível. Portanto, meu caro leitor não te assustes com as dores de quem escreve e não te assustes se um dia se encontrar na mesma situação, até porquê nós sabemos que a única pessoa que pode sentir é quem vê com os olhos da alma, e você me entende porquê me sente.

11 de abril de 2010

Felicidade

A gente se pergunta, e agora?
Como estamos?
O que fizemos?
A vida é traçada a cada instante, e cada passo os olhares vêm e vão e gente se pergunta por que as coisas estão assim? Porque pessoas morrem aos poucos em alguns lugares? Porque a fome mata a cada segundo em algum lugar?
Porque os homens correm dilacerados atrás do poder e do dinheiro?
E porque não podemos fazer tudo que valha a pena mais de uma vez?
Os homens nascem, vivem e morrem. E somos um e milhões que andam por estas ruas e por estes mundos procurando a fórmula da vida.
Enquanto os amores e seus devaneios perseguem alguns, outros estão na procura, ou simplesmente na vida para vivê-la
Queremos o mundo e queremos a vida. Além de romances queremos gostos, cores, mundos, carinhos, vidas, sorrisos, além da simplicidade, na eterna felicidade de viver. Somos humanos livres e carregados das mais loucas vontades e anseios. Temos a vontade de tudo e ela que devemos saciar.
Bastou-me o tempo da simplicidade, quero a emoção de todos os momentos, agora. O tempo todo.
Quero a loucura, a intensidade que só encontro quando estou assim.
E com o tempo aprendemos a dar a cara à tapa, a se entregar ao mundo e deixar que ele faça o que quiser.
Tudo será válido, e não importa o jeito que me olhes, pois estou vivendo os meus segundos, porque amanhã quem pode dizer que estaremos aqui?
Quem pode dizer que essa minha sede poderá ser saciada em um só momento?
Lembro-me das épocas de ilusão, na qual nos prendemos a momentos e fatos, porém quando abrimos os braços e nos jogamos ao mundo tudo se torna mais belo.
Até os sorrisos nos fazem ver que a felicidade é feita de momentos, e estes momentos são feitos por nós. Unicamente por nós.

22 de marzo de 2010

Até onde poderemos chegar?

Depois que o mar resolve ventar diferente. E depois que o tempo se encarrega de fazer seus destinos e traçar histórias, a gente fica se perguntando: quantos passos poderemos dar para chegar ao lugar que não conhecemos?

Cazuza citou que “amar é abanar o rabo”, pois então que seja e que sejamos nós animais, animais amam, são puros, limpos. Animais não matam por maldade, não se vingam, não olham com pessimismo e não vivem com a intenção e com o sofrimento.

O ser humano sim é um ser fraco, triste, infeliz e insaciável, pois está sempre a procura do que ainda não tem não se contenta e não está bem.

O espiritismo explica certos fatos como conseqüência de uma fase a qual estamos todos passando e que um dia fará parte do nosso novo ser, assim, estamos desenvolvendo nossos espíritos e esse sofrimento social, físico e moral, fazem parte de provas, que são formas de aprendermos a encarar as dores e as tristezas.

Aos poucos aprendo a ir além de mim, além dos olhos, além da voz, dos suspiros, da noite, dos ventos, além do universo abrangente. Vou além do meu corpo e desse ar que perturba e me encontro, comigo mesma no meu lugar, no meu calor, e em mim mesma acabo perdendo tantos medos, e tudo me faz sentir a melhor sensação que poderia ter.

Volto a dizer que o ser humano é fraco, ele finge não sentir, não amar, não querer uma noite a luz da lua, uma conversa de horas a fio.

O ser humano tenta se esconder em meio a uma cara de mal e diz não sentir, e que o romantismo é a fraqueza do ser, penso que é fraco quem não sabe sentir, quem tenta dominar o coração com a própria razão. Tolos, as melhores sensações do mundo não está no que seus olhos e suas mãos podem pegar ou ver, as melhores sensações estão no sentir, não falo aqui, do sentir físico, o orgasmo ou o prazer advindo dos mais diferentes lugares, diferentes jeitos, alucinógenos, ou seja, o que for. Eu falo sim é do sentir, aquele de querer estar, de sentir-se num mundo além do físico, de não saber a hora, de viajar por entre a beleza dos seres, de sentir uma intensidade só em saber que quem ama está junto.

O ser humano racional e o ser humano emocional, distinguem-se, mas no final todos sabem que são mais alma do que ser, mais sentimento do que razão, mais instinto, paixão, menos exato, menos lógico. Todos sabem que somos dominados pelas vontades. E me diz agora, você pensa antes de ter vontade? Você tem a hora exata em que vai sentir prazer? Você pode ser tão lógico a ponto de querer saber tudo sobre o que você tem o maior medo de todos? O medo de amar.

16 de marzo de 2010

É o que basta

Se te disser o que poderia ser dito

Se te contar o que não deve ser falado

O que restará das palavras?

Guardadas nesse cantinho

Se eu tocar-lhes as mãos

Apenas com um toque

E sentir a intensidade

Do teu ser, através delas

Se te deixar entregar

E se me entregar?

O que pode ser

O que pode não ser?

O quanto à entrega poderá

Modificar os seres

Se os seres sentem

Ou fingem não saber sentir

Se deixar levar, se deixar sentir

Os medos, as dores

Já estão presos

Em outro canto qualquer

Enquanto a vontade

É o que basta

Para que os olhos

Olhem outra vez nos olhos

Para que os perfumes se misturem

Para que a alma possa sentir

E ser sentida

Através somente uma troca de olhares

Não precisa mais nada

Me basta, te basta,

Apenas o olhar em nossos olhos

Apenas os sorrisos que iluminam estas noites

Que o dia não deveria acordar.

13 de marzo de 2010

A razão não explica

Você tem nas mãos um destino e você tem nos pés, os teus passos. O ser humano tem em seus olhos o que posso ver tão claro, como as estrelas da noite passada que iluminaram conversas ao luar.
O ser humano inventa casos, inventa estórias e pensa ser o mais forte dos seres. Porém, quando é dominado por paixões, desejos, amores e sentimentos dos mais profundos se torna o mais frágil dos seres e ao mesmo tempo tem a vontade de abraçar o mundo.
Quando os seres trocam o amor pela razão, se tornam frios e sem graça, como algo sem sentido e sem validez, o ser humano na sua fraqueza de não conseguir sentir, acaba se entregando a exatidão da previsibilidade de agir mais uma vez com a frieza.
Quando, pelo contrário nos tornamos seres que não procuram nada além do que uma troca de olhares, de respeitos, de experiências e de vida e não buscam recompensa nenhuma É nessa hora que nos tornamos seres do mundo, e entregamos as nossas palavras mais bonitas que não são entregues assim da boca pra fora ou querendo ser o que não é, mas sim, falando com o coração. Deixando a alma entrar em contato com o mundo de forma intensa, pura e bela, como um pétala de rosa caminhando pelo vento.
E foi assin que surgiu o pensamento, a viagem de volta, ao seu mundo, aos seus olhos, boca, perfume e além de tudo, um encontro de almas e de vida. A razão não explica.