Continuando o conto de Caio Fernando Abreu:
Espero que tenham gostado do conto e até breve!
Ah! E deixo também uma foto de dois gênios : Cazuza e Caio Fernando!
Duda
- Duani Lima
- Caxias do Sul, Rio Grande do Sul, Brazil
- Casada com a publicidade e amante do Jornalismo. Um alguém que torna-se um ponto de interrogação aos seus olhos. E que nada mais é do que algo que você ignora. Amo as letras,as imagens e o mundo das cores. Talvez por isso que o tão colorido das coisas até cegam outras. Talvez por isso , não sinto o preto e o branco que costumam me perseguir. Redação Publicitária é uma das minhas praias.
17 de abril de 2011
2 de abril de 2011
Podcast entrando no Retrato Comunicado
Olá!
Há algum tempo atrás resolvi criar um blog somente com Podcast e lá postei alguns áudios, porém senti um afastamento entre este blog e o outro e por isso resolvi trazer tudo para cá.
Tudo no mesmo blog! Para quem não conhece espero que goste!
Primeira Postagem: Os Dragões não conhecem o Paraíso.
Livro lançado em 1988 pela Companhia das Letras.
Texto de: Caio Fernando Abreu.
Caio Fernando nasceu na cidade de Santiago em 12 de setembro de 1948 e faleceu em Porto Alegre no dia 25 de fevereiro de 1996. Foi jornalista, dramaturgo e escritor.
Sarau Elétrico com a @katiasuman, o Luís Carlos Fischer e a Claúdia Tajes .
Dia 26/03/2011
Até breve!
Dia 26/03/2011
Até breve!
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Podcast
21 de marzo de 2011
As vezes se sente mais do que se pensa e se afunda mais do que deve.
É estranho querer ter uma borracha e apagar alguma coisa que já passou, quando isto fez tão bem que você repetiria por toda a vida o mesmo mundo, olharia nos meus olhos e veria aquele sorriso contagiante que completa os instantes.
Já escrevi cartas de amor, já falei mil vezes de romances, mas com você aprendi a ser fria. Sim fria como alguém que desacreditou do cheiro e dos perfumes quando o dia amanhece e quando os corpos se encontram em uma noite.
Aprendi isto assim meio que por obrigação, afinal de contas sentimentos são coisas que não devem ser levados tão a sério. Se é bem isso, não sei. O fato é que alguns fecham o coração as vezes e esquecem a chave para a abrí-lo novamente. Não sei em que canto qualquer derrubei ou escondi de mim mesmo a saída deste labirinto e após milhões de voltas acabo chegando novamente em teus olhos que estão vivos em minha visão.
Eu saberia contar tudo o que se passou até aqui e prever o que irá acontecer daqui para a frente, mas sabe a falta as vezes dói. Como Caio Fernando disse que não se sabe se dói mais a dor da morte ou a dor da perda.
Acho que tudo foi um sonho, não foi? Sonhos são bons as vezes, mas não queria que se tornasse o tormento que não sai de mim. Não queria não.
Mas vamos aos fatos. Temos fatos? Vai saber, eu nunca soube, nem você.
Só sei que precisaria de uma borracha para apagar certa dor.
28 de febrero de 2011
Sentimento de perda
Um dia me disseram que partir doía. E a dor seria imensa. Partir dói? Não sei. Mas pra quem pra fica dói, dói perder. O ser humano não está acostumado com a perda, com o sentimento de que alguém que se ama, que se gosta vá embora como um dia que passou e não volta e que fica na lembrança, no coração e nos retratos. Dói pensar que tudo se vai, tudo se esvai, como um poema. Porém, um poema sempre faz sentido e é por isso que quem vai, sempre fica. Fica em mim, fica em nós, fica em quem é humano e sente que partir é uma maneira de dizer até logo, até breve, até um dia, em que possamos nos encontrar em outro abraço. O humano por mais que tente é pura alma, é puro ser, ele sente mais, o físico é apenas um estado, porque o amor, a ternura o carinho não está na matéria em si, por isso existe tanta intensidade na dor e na felicidade.
Alguém partiu, alguém viajou para as estrelas e de lá vê o mundo aqui embaixo tão pequenino, mas seus olhos brilham a cada instante que sente as pessoas que ama. Alguém levou um pedacinho do mundo e deixou um sorriso lindo no coração de cada um. Para quem fica parece impossível lidar com a partida, mas fica o sentimento para sempre em si do que nunca se vai, da pessoa que o encantou. Apartir do momento que alguém te encanta você está predestinado a ter esse alguém no coração para a vida inteira, para outras vidas.
Alguém partiu e deixou ao mundo o melhor de si. Deu o melhor de si para a vida na terra. Alguém deixará uma saudade imensa que será saciada na lembrança dos momentos mais belos vividos com cada um. Alguém sorriu e disse que valeu a pena.
Tudo vale a pena e o fim não existe e sim um recomeço. Todos se encontrarão. Trazendo na alma o mais puro do ser humano o afeto, o carinho. E assim, percebemos que a vida é uma fase de muitas outras. Quem sente, sente para sempre.
Alguém partiu, alguém viajou para as estrelas e de lá vê o mundo aqui embaixo tão pequenino, mas seus olhos brilham a cada instante que sente as pessoas que ama. Alguém levou um pedacinho do mundo e deixou um sorriso lindo no coração de cada um. Para quem fica parece impossível lidar com a partida, mas fica o sentimento para sempre em si do que nunca se vai, da pessoa que o encantou. Apartir do momento que alguém te encanta você está predestinado a ter esse alguém no coração para a vida inteira, para outras vidas.
Alguém partiu e deixou ao mundo o melhor de si. Deu o melhor de si para a vida na terra. Alguém deixará uma saudade imensa que será saciada na lembrança dos momentos mais belos vividos com cada um. Alguém sorriu e disse que valeu a pena.
Tudo vale a pena e o fim não existe e sim um recomeço. Todos se encontrarão. Trazendo na alma o mais puro do ser humano o afeto, o carinho. E assim, percebemos que a vida é uma fase de muitas outras. Quem sente, sente para sempre.
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24 de febrero de 2011
Acerca de dores e sociedade sem ação
Dores. Sempre sentimos certas dores ao acordar ou ao ir dormir. Não aquela dor física sabe? Mas aquela dor de sentir ou não sentir. O fato é que o ser humano se apega, sim, este é um dos fatos mais conhecidos, temos a capacidade de sentir, de querer e de ser cativado, como no pequeno príncipe quando nos cativamos precisamos da presença de algo ou alguém.
Tamanho é a carência do ser humano que um minuto de silêncio é um minuto de agonia. Precisamos estar em contato, se não precisássemos não estaríamos em redes sociais, não estaríamos nas festas, nas ruas, estaríamos longe de tudo.
O ser humano é tão humano quando se deixa sentir. Amizades, carinhos, romances, muitos envolvimentos, muitos "te quero ao meu lado até o fim".
E quando percebemos não podemos viver sem alguém, porque é dor, saudade é dor, querer estar é dor, lembrança é dor, mas de tamanha dor renasce uma alegria incessante. E ai tu tens nas tuas mãos a dor e a felicidade, ambas na balança da vida se equilibrando entre tantos outros pesos.
Estamos carentes de um mundo que pede cada vez mais materialidade, futilidades, exposição de corpos e de dinheiro na conta bancária. A mídia todo dia registra a ganância de um povo que quer o mundo, mas acaba aos poucos com ele.
Em um país alguns povos ainda lutam pela liberdade, fato que já deveria estar em um passado bem distante. Morrer pela liberdade, morrer para viver. Falando nisso, o Brasil passa por fases parecidas, enquanto o congresso morre para ver quem rouba mais, a sociedade busca se desenvolver, amadurecer, recriar. Leis, justiça e direitos.
Direitos...Jean Wyllys está em busca de conquistar os direitos homossexuais, direito civil igual ao de qualquer outro brasileiro. O que impede isto, é o pensamento antigo de pessoas que estão no poder e não entendem nada de psicologia e do ser humano, destinam-se a criticar e dizer que o homossexualismo é algo influenciável. E que além disso "liberdades" como esta, podem induzir as pessoas a serem homossexuais.
Jean propõe um novo modo de falar e de abrir as mentes da sociedade desde criança nas escolas, porém também menciona que é preciso desenvolver as mentes de alguns professores que continuam com pensamentos retrógradas de uma sociedade que já passou faz muito tempo.
Acho justo essa nova batalha que ele esta traçando, porém o que me parece, é que as pessoas estão tão acomodadas ao seu mundinho que não fazem nada para apoiar a causa, não querem se expor. Pois bem, em um passado não muito distante pessoas morreram para conquistar o direito de amar alguém do mesmo sexo, agora vem alguém e diz que não quer se expor. Acho lamentável, uma sociedade que quer a liberdade e não corre atrás dela.
E ai ficam fechados no seu mundo, pensando que um dia essa dor vai passar.
A sociedade brasileira está carente sim, de um novo olhar e de uma vontade de viver,
sem vergonhas, sem lamentações e de lutar com garras pela conquista de um novo mundo. As coisas só acontecem quando mexemos com a gente mesmo e cavamos lá no fundo da alma o recomeço, a renovação. Quando se esta vivo se deve estar no palco e não na plateia.
Mais informações sobre o projeto de Jean Wyllys aqui: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI212480-15223,00-A+FRENTE+GAY+NO+PAREDAO+DO+CONGRESSO.html
Tamanho é a carência do ser humano que um minuto de silêncio é um minuto de agonia. Precisamos estar em contato, se não precisássemos não estaríamos em redes sociais, não estaríamos nas festas, nas ruas, estaríamos longe de tudo.
O ser humano é tão humano quando se deixa sentir. Amizades, carinhos, romances, muitos envolvimentos, muitos "te quero ao meu lado até o fim".
E quando percebemos não podemos viver sem alguém, porque é dor, saudade é dor, querer estar é dor, lembrança é dor, mas de tamanha dor renasce uma alegria incessante. E ai tu tens nas tuas mãos a dor e a felicidade, ambas na balança da vida se equilibrando entre tantos outros pesos.
Estamos carentes de um mundo que pede cada vez mais materialidade, futilidades, exposição de corpos e de dinheiro na conta bancária. A mídia todo dia registra a ganância de um povo que quer o mundo, mas acaba aos poucos com ele.
Em um país alguns povos ainda lutam pela liberdade, fato que já deveria estar em um passado bem distante. Morrer pela liberdade, morrer para viver. Falando nisso, o Brasil passa por fases parecidas, enquanto o congresso morre para ver quem rouba mais, a sociedade busca se desenvolver, amadurecer, recriar. Leis, justiça e direitos.
Direitos...Jean Wyllys está em busca de conquistar os direitos homossexuais, direito civil igual ao de qualquer outro brasileiro. O que impede isto, é o pensamento antigo de pessoas que estão no poder e não entendem nada de psicologia e do ser humano, destinam-se a criticar e dizer que o homossexualismo é algo influenciável. E que além disso "liberdades" como esta, podem induzir as pessoas a serem homossexuais.
Jean propõe um novo modo de falar e de abrir as mentes da sociedade desde criança nas escolas, porém também menciona que é preciso desenvolver as mentes de alguns professores que continuam com pensamentos retrógradas de uma sociedade que já passou faz muito tempo.
Acho justo essa nova batalha que ele esta traçando, porém o que me parece, é que as pessoas estão tão acomodadas ao seu mundinho que não fazem nada para apoiar a causa, não querem se expor. Pois bem, em um passado não muito distante pessoas morreram para conquistar o direito de amar alguém do mesmo sexo, agora vem alguém e diz que não quer se expor. Acho lamentável, uma sociedade que quer a liberdade e não corre atrás dela.
E ai ficam fechados no seu mundo, pensando que um dia essa dor vai passar.
A sociedade brasileira está carente sim, de um novo olhar e de uma vontade de viver,
sem vergonhas, sem lamentações e de lutar com garras pela conquista de um novo mundo. As coisas só acontecem quando mexemos com a gente mesmo e cavamos lá no fundo da alma o recomeço, a renovação. Quando se esta vivo se deve estar no palco e não na plateia.
Mais informações sobre o projeto de Jean Wyllys aqui: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI212480-15223,00-A+FRENTE+GAY+NO+PAREDAO+DO+CONGRESSO.html
13 de febrero de 2011
Essa roda
E a gente já sabia que toda a história seria traçada com uma pena e um pouquinho de tinta que é pra deixar tudo mais bonito, entende? Mais e esta solidão que permanecem em nossos olhos quando nos olhamos assim sem querer? E quando nos encontramos sem querer nos sonhos de outra vida? Você seria capaz de se deixar rodar nesta roda e fazer do momento um sentimento?
Não, não seria, conhece-te dos pés a cabeça, conheço-te dos olhos até a alma. A modernidade te pede mais vida, mais pessoas, nada de sentimentos e dores infernais. Enquanto eu me sinto em séculos passados, alimentando-me de verdades inuteis para este presente. Enquanto as noites, as pessoas seguem passando com sorrisos futeis e eu me paraliso em frente dela. Me pergunto até quando continuaremos a girar assim?
Me encontrarei, te encontrarei? Onde vamos chegar? É inutil pensar, talvez seja.
Sai a procura de mim mesma.
Não, não seria, conhece-te dos pés a cabeça, conheço-te dos olhos até a alma. A modernidade te pede mais vida, mais pessoas, nada de sentimentos e dores infernais. Enquanto eu me sinto em séculos passados, alimentando-me de verdades inuteis para este presente. Enquanto as noites, as pessoas seguem passando com sorrisos futeis e eu me paraliso em frente dela. Me pergunto até quando continuaremos a girar assim?
Me encontrarei, te encontrarei? Onde vamos chegar? É inutil pensar, talvez seja.
Sai a procura de mim mesma.
25 de enero de 2011
Uma conversa
E então o que você me diz?
Uma noite, um verão qualquer. Um vagão no trem, um caminho sem fim.
Andamos quilômetros a fio, percorremos milhões de esquinas para nos encontrarmos no mesmo lugar e com o mesmo sorriso.
Eu disse que viria, não disse? Que estaria nesta mesa, neste bar e que conversaríamos horas, séculos. Contaríamos a infinitude de culturas e línguas aprendidas, de amores mal vividos, de trabalhos mal pagos e tantas outras coisas que só somaram e que nos fariam tirar uma única conclusão.
Sabe amigo, quando te conheci tínhamos um pensamento leviano. Pensavamos tanto e tanto, quando a maneira de viver não é só pensar é também viver.
E depois da despedida sempre vem a lágrima, vem o choro e estas coisas.
Lembra-se daquelas horas que passavamos rindo e contando piadas da vida? Ah, amigo a vida é tão doida.
Lembra quando declaravamos amor eterno? Sim amor eterno a tudo que fosse bom e que nos fizesse bem.
Diga-me: Você acredita no amor?
Lembro-me também, que existia uma canção que dizia frases lindas e você cantava sem parar e eu ouvia sem parar.
Eu te falei. Eu te avisei que nos encontraríamos aqui nesta mesma mesa, neste mesmo lugar. Você me falaria sobre as mulheres de sua vida e eu te contaria as façanhas da minha. E choraríamos lágrimas de dor, alegria e saudade.
Você e eu sempre estivemos perto, não é? Você sempre esteve aqui em algum lugar destes sentimentos e eu sempre estive aí ocupando algum lugar quase secreto, escondido.
Quer mais algo para beber? Acompanha-me, por que hoje a noite é nossa e de nossas histórias. Porque apesar de tanta coisa vivida quero contar-te o que ainda espero dessa vida.
Uma noite, um verão qualquer. Um vagão no trem, um caminho sem fim.
Andamos quilômetros a fio, percorremos milhões de esquinas para nos encontrarmos no mesmo lugar e com o mesmo sorriso.
Eu disse que viria, não disse? Que estaria nesta mesa, neste bar e que conversaríamos horas, séculos. Contaríamos a infinitude de culturas e línguas aprendidas, de amores mal vividos, de trabalhos mal pagos e tantas outras coisas que só somaram e que nos fariam tirar uma única conclusão.
Sabe amigo, quando te conheci tínhamos um pensamento leviano. Pensavamos tanto e tanto, quando a maneira de viver não é só pensar é também viver.
E depois da despedida sempre vem a lágrima, vem o choro e estas coisas.
Lembra-se daquelas horas que passavamos rindo e contando piadas da vida? Ah, amigo a vida é tão doida.
Lembra quando declaravamos amor eterno? Sim amor eterno a tudo que fosse bom e que nos fizesse bem.
Diga-me: Você acredita no amor?
Lembro-me também, que existia uma canção que dizia frases lindas e você cantava sem parar e eu ouvia sem parar.
Eu te falei. Eu te avisei que nos encontraríamos aqui nesta mesma mesa, neste mesmo lugar. Você me falaria sobre as mulheres de sua vida e eu te contaria as façanhas da minha. E choraríamos lágrimas de dor, alegria e saudade.
Você e eu sempre estivemos perto, não é? Você sempre esteve aqui em algum lugar destes sentimentos e eu sempre estive aí ocupando algum lugar quase secreto, escondido.
Quer mais algo para beber? Acompanha-me, por que hoje a noite é nossa e de nossas histórias. Porque apesar de tanta coisa vivida quero contar-te o que ainda espero dessa vida.
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