Duda

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Caxias do Sul, Rio Grande do Sul, Brazil
Casada com a publicidade e amante do Jornalismo. Um alguém que torna-se um ponto de interrogação aos seus olhos. E que nada mais é do que algo que você ignora. Amo as letras,as imagens e o mundo das cores. Talvez por isso que o tão colorido das coisas até cegam outras. Talvez por isso , não sinto o preto e o branco que costumam me perseguir. Redação Publicitária é uma das minhas praias.

22 de julio de 2010

Onde Andará Dulce Veiga?

O som de uma máquina de escrever, uma relação conturbada. Um alguém, o seu mundo e a presença de um dia. O abandono e o caos.
“Vou ao encontro de mim mesmo, mas como eu não sou seu personagem, eu só vou para bem longe de você"
Vida em contos escritos e romanceados. A vida passada em um ambiente, cenas fechadas em personagens, cenas que parecem viagem em uma realidade tão sentimental no realismo e no surreal. A história pergunta: Por onde andará Dulce Veiga? 
O filme "Onde Andará Dulce Veiga?" foge de uma normalidade cinematográfica que eu particularmente achei deslumbrante.
A história se desenrola entre pensamentos, narrações, comentários alheios e frases de Caio Fernando Abreu.
Falando em Caio, não se pode deixar de falar que a história é baseada no seu livro “Onde Andará Dulce Veiga?", confesso que não li o livro, porém, me bateu uma tremenda vontade de me por a ler este romance.
E então, vamos aos fatos não é mesmo?
Dulce Veiga é uma famosa atriz e cantora, conhecida pela maioria da sociedade dos anos 60, uma diva, uma deusa retratada em cada cena que aparece com uma musicalidade incrível e um embalo sem igual, a personagem é interpretada por Maitê Proença.
Surpresos?
Sim mais um filme brasileiro sendo postado! Às vezes reclamo demais, mas quando acho interessante é bom comentar, não é mesmo?


Outra personagem na história é a Márcia Felácio, interpretada por Carolina Dieckmann, a qual herdou da mãe a loucura e a paixão pela música, Márcia é a filha rebelde que tem a sua mãe desaparecida e uma banda chamada “Márcia Felácio e as Vaginas Dentadas".
Caio (Eriberto Leão) é escritor e jornalista que busca entrevistar a nova banda e o desenrolar da história você só saberá se ver..
Não vou contar a história aqui, não cabe a mim caro leitor. Mas digo-lhe que realmente gostei do filme, um surrealismo e uma viagem de imagens e cores, com jogos de cenas diferentes do convencional.
Infelizmente o filme não foi muito comentado, porém me fez pensar sobre o "eu quero outra coisa", tão falado pela personagem Dulce Veiga, que procura sempre "outra coisa", incansável e insaciável como nós vivemos a cada dia, o seu sumiço se torna uma interrogação sem fim, até chegar o fim.
Outro ponto interessante são as personagens com uma liberdade de vida e sexualidade bem aguçadas, como Márcia Felácio lésbica e drogada, Caio com um a certa tendência gay, a presença de travestis, de teatro, de beijos gays e cenas interessantíssimas. Loucuras e viagens da mente humana e da mente de Caio Fernando Abreu.
Devaneios a parte o filme vale a pena. 
Quem não viu o filme, o procure na internet, pois ele não foi lançado em DVD.

12 de julio de 2010

Do começo ao fim - O Filme



Final de tarde e a reunião acontecia, diversas pessoas, diversos pensamentos, idéias e por ai adiante, ou atrás, não importa o fato e nem a situação. Depois de gargalhadas e um ótimo show com uma banda superboa de Curitiba “Dente de Leão”, fomos então à sala de cinema.
“Do começo ao fim” ou do fim ao começo não me importa a ordem aqui descrita.
Mas e ai quem já viu o filme?
A história se baseia em um relacionamento amoroso que surge entre dois irmãos. Com certeza o assunto abordado poderia gerar diversas polêmicas no mundo atual, pois o fato da homossexualidade e o incesto ainda são vistos com certos pudores por alguns olhares da sociedade.  
O fato é que o filme por si só se tornou uma espécie de bolo de cenas mornas, onde a sociedade vive calma e feliz eternamente.
No começo as personagens são crianças e vivem com a ingenuidade delas, o fato é que nem sempre (e na maioria das vezes) uma criança tem o olhar perverso que o adulto tem sobre a sexualidade.
 E em uma das cenas, chegar e perguntar a uma criança se ele tem algo a falar, é como querer fazer com que ele deixe de ter a ingenuidade e pense como um adulto. Pareceu-me que este fato foi escrito ou criado por quem nunca viveu a situação na realidade. Quando que chegamos a uma criança e perguntamos sobre a sexualidade dela sem ao menos ela ao certo saber o que significa?
A história se passa como já li como “uma propaganda de margarina”, onde todos estão felizes em uma união familiar perfeita. Isso, sem objeção, sem nenhuma luta interna que sabemos que todas as pessoas passam na vida não só por descobrir a sua homossexualidade, mas pela situação como no filme de se apaixonar por alguém que não é comum para a sociedade.
Certo que o pensamento do filme poderia ser de uma modernidade, um novo mundo e sem preconceitos. Mas convenhamos, a falta de emoção das cenas e falta de demonstração de intensidade no amor são fatos bem perceptíveis em cada momento.
A transição da infância para o a idade adulta com o sexo é lamentável.
Em qual momento eles descobriram o que acontecia? O que sentiam? O que eram?
A morte da mãe foi como a liberdade e o fim da união familiar. O começo do sexo entre os filhos, não julgo isso, porém faltou a pureza do amor que veio com uma carga de atração que se tentou passar e que nem excitação deu.
Excitação, esse é o nome, em nenhum um momento eu senti revolta, vontade, outra coisa, não senti nada, absolutamente nada. O filme não traz discussão, não faz pensar, parece até a chamada “indústria cultural” da Escola de Frankfurt. O romantismo é fraco e piegas, sem graça e clichê.
Desde quando tudo acontece sem objeção? Que as coisas são perfeitas? Que o mundo é perfeito e que a sociedade fica calada? Que não lutamos contra nós mesmos e contra nossas vontades? Que ficamos perdidos sem saber o que fazer? Desde quando temos pessoas amorfas que só assistem as situações e não fazem nada?  Por que os atores tem corpos esculturais e precisam aparecer nus para demonstrar amor?
Sinceramente, não critico aqui o assunto do filme “homossexualidade e incesto”, porque não acho impossível e não acho errado.
 O que lamento foi a produção, o conteúdo poderia ser exposto com mais sutileza e realidade e traria mais verdade e emoção. As cenas estão em ambientes limpos, lindos e agradáveis, nesse mundo não chove, ninguém briga, nada de errado acontece, tudo flui e na vida tudo flui?
Para pensar e questionar. Quem não viu o filme ainda que veja, quem não quiser não perderá nada.  Mas estou pensando aqui: o gasto com este filme poderia ter gerado algo bem melhor, não acham?  Aluizo Abranches (o diretor) disse que o filme é pós tudo, pois é, acho que o melhor é o tudo e não pós.

4 de julio de 2010

A fase é de amor ou de sexo?


Depois dizem que amor ainda existe...
Horas da madrugada e um casal se abraça fortemente em um filme, como se nada além de eles próprios e seus sentimentos existissem. A minha madrugada era vazia, sem pessoas, sem aquele abraço forte, sem música alta, sem perfumes, cigarros e bebidas. Sem me alucinar de nenhuma forma, cá estava eu a pensar com meus botões: ou o casal está extremamente enlouquecido ou a época está totalmente mudada.
 E assim, ocorreu-me que vi dois filmes seguidos, e ambos seguidos de muitas dores sofrimentos e sexo. Do amor para o sexo. É perceptível que para algumas pessoas o sexo é mais importante do que mandar flores ou olhar a lua com alguém a noite. Não julgo ninguém por estes fatos. Pois, eu ainda me prendo a certa sensibilidade que é dada aos mais humanóides. 
O que era curioso nas histórias é que ambas falavam sobre prostituição. Se bem que o primeiro tinha uma promiscuidade, mais louca e exagerada, que todos temos às vezes, achei mais natural. O segundo filme contava três historias diferentes que acabavam todas na mesma cena e em conjunto. Essa coisa de conjunto faz pensar... Estamos em um mundo tão grande e de lugares tão pequenos, que um beijo aqui leva o comentário a dar voltas na Europa e o feedback já está vindo da China de avião.
Mas e ai quem ainda ama e quem só quer sexo?
Certo que querer sexo, não é um erro e nunca foi, pensamos em sexo por muitas vezes (e na maioria delas ninguém sabe que estamos pensando no exato momento). Certamente a troca de carinhos e certas loucuras não fazem mal a ninguém. Mas pensar em amor, se tornou um consequente pensar em dor e de dor ninguém gosta não é? (A não ser que sejamos sadomasoquistas, ai uma dor cai bem). O fato é que amor faz bem, fazem os olhos brilharem (alguém já viu isso? Mas dizem por ai...). Amor traz um sorriso como se tivesse visto um desses passarinhos verdes que vemos nas manhãs de primaveras (se é que alguém já viu). Confesso que sou amante do amor, da sensação maravilhosa de ter alguém do lado para brincar de contar histórias e também montar a sua própria. Confesso também que não existe a possibilidade de viver sem sexo, e então, me cabe uma questão muito questionável e redundante. Somos seres de sexo ou de amor? Prazer físico ou sentimental?  Convenhamos sexo é bom e amor também. Deduzo então que prefiro os dois.

29 de junio de 2010

Erro de Propaganda

É, a gente sabe que vida de agência é corrida pacas, pois sempre temos prazos, datas a cumprir e tantas tarefas e clientes que as vezes perdemos o controle da situação.
Mesmo assim, erros publicitários são fatais e a redação publicitária pode gerar uma grande discução nacional.
É de responsabilidade do publicitário estar atento ao arquivo que envia para a revista, gráfica, emissoras, rádios e os meios de comunicação. Porém, também cabe a estes meio de comunicação a responsabilidade de prestar o seu serviço com a maior segurança e sem erros.

Hoje saiu na Folha de São Paulo o seguinte anúncio.

Segundo a Agência Pão de Açucar, ela teria mandado dois arquivos para o Jornal, porém o Extra errou e publicou o anúncio da derrota brasileira.

 Pois é, um erro humano, dizem eles tirou a seleção da Copa em termos escritos.


Além deste fato, outro foi apresentado neste mesmo Jornal, um anúncio de certa forma irônico eliminando a seleção do Chile.



















Esses fatos só fazem com quem prestemos atenção, principalmente pra quem é novo na área e quem está há muito tempo nesta profissão.
Errar é humano, não prestar atenção e fazer tudo correndo é burrice.

Uma breve e pequena .... o quê?

Dizem por ai que a tal história de amor foi vendida a um preço bem barato.Não me perguntem de onde veio tanta crença e quem fez com que ela acreditasse que ele seria seu verdadeiro amor.
Enquanto ela andava pelas ruas da pacata cidade onde somente o sol parecia ter vontade de visitar ouviram-se uns ruídos estranhos vindos de um lugar qualquer. Porém, deu-se o fato que ela nem quis saber que tamanha confusão estava ocorrendo. Se sentou então a beira da calçada. E ficou por ali admirando o movimento da pacata cidade.
Passou, Pedro, passou Augusto, passou dona Maria cheia de sacolas que até parecia que nunca tinha visto um supermercado em dia de oferta. Em outras épocas ela estaria em volta do seu príncipe encantado, que de príncipe não tinha nada, talvez somente cabelos loiros como aqueles dos filmes que se vê em desenho animado.
Tamanha distração que ela nem percebera que alguém a via de longe e admirava cada parte do seu corpo, que ficava marcando cada sinal de seu rosto em sua memória.
Ana tinha cabelos pretos e compridos lindos, e seus olhos olhavam com uma intensidade que qualquer ser que lhe passasse pela frente entraria em paixão doentia em segundos. Sei, estou exagerando, mas convenhamos Ana era linda. Tão linda, mas tão linda, que despertou o interesse de quem ela não esperava naquela época.
As horas estavam se passando e aquele final de sábado parecia infinito, foi quando alguém chegou ao seu lado e disse-lhe que estava a horas ali do outro lado, e percebendo que o sol estava disposto a se pôr resolveu que deveria compartilhar o grande momento com quem fosse de seu agrado. Ana sem negar e nem afirmar, só olhou nos olhos e deu um sorriso.
O sol foi dando adeus a cidadezinha e mandando a senhorita lua chegar ao lugar....

25 de junio de 2010

Mídia, cidadania e educação

“Uma nova era sempre começa com novos sonhos e novas vontades. Todos somos movidos pelas vontades mais loucas, e as mais absurdas idéias e é deveras interessante que nos entregamos, porquê o amanhã está em nossa frente.”
Motivos à parte, o que quero por em questão neste momento é o conhecimento de um dos homens da comunicação e de outras áreas humanas que pude conhecer no dia quartorze de maio na Univerisadade de Caxias do Sul. Pedrinho Guareschi é professor e pesquisador CNPq em Psicologia da PUCRS. Formado em filosofia, Teologia, letras, pós-graduado em Sociologia. Mestre e Doutor em Psicologia Social e Comunicação na Universidade de Wisconsin, EE.UU. dois Pós-doutorados, na Universidade de Winsconsin (1991) e na Univerisade de Cambridge, Inglaterra (2002).
A palestra seguiu os guias de três aspectos principais consecutivamente.
Um dos fatos a ser destacado pelo professor foi a mídia e suas concessões. Guareschi abordou o fato de muitos brasileiros não terem o conhecimento de que a midia audiovisual, tv e rádio, brasileiros não tem um dono, o patrimônio é público, ou seja, que todos os cidadãos teriam direto sobre mídia. Ele destacou também a quantidade e os grandes latifundiários da mídia, dentre estes pode-se entender que os canais brasileiros estão comandados por 9 famílias. Isto mesmo, somente nove famílias comandam o que o povo brasileiro tem de informação na sua televisão.
A concessão para um canal funcionar é de dez a quinze anos, sendo rádio ou tv, após isto o canal deveria ser ocupado por outros comandantes, porém o que se vê hoje são grandes riquezas que dominaram e ignoraram estas concessões e nós ficamos a mercê de todo fato sem tomarmos nenhuma atitude.
Em pesquisa realizada por Pedrinho, ele averiguou também que a maioria dos brasileiros não sabiam destes dados e acreditavam realmente que os canais de televisão tinham donos. Outro dado foi levantando na grande Porto Alegre, onde se percebeu que as crianças ficavam até nove horas por dia em frente a televisão.
Outro ponto relevante comentado por Guarescchi foi o cidadão e os seus direitos, já adentrando o fato da falta de ação humana contra o poderio das grandes mídias, e até mesmo a falta de conhecimento da sociedade pelos seus direitos e da falta de luta constante pelas melhorias.
O aspecto da educação poderia ser bem abrangente e levaria um bom tempo para toda discussão já que tinhamos um grande número de estudantes de pedagogia na sala, porém, foi pequeno, mas o bastante para ficarmos com a mensagem de que ” professor não é aquele que ensina ou dá as coisas ao aluno, e sim aquele que faz questionar, que faz perguntas e não dá respostas”.
Guareschi também comentou sobre o canal de televisão BBC, e o tipo de comunicação e jornalismo desempenhado por ele, de forma que as notícias duram em torno de seis minutos, apontando todos os lados e fatos relacionados e não deixando nenhuma resposta, estimulando assim o pensamento.
A ligação entre cidadania, educação e meios de comunicação, seriam e podem ser uma grande resposta e solução talvez para um melhor desenvolvimento da mídia nacional. O professor deixa uma mensagem e destaca a internet como um novo meio de expressão e denúncia do que acontece nas grandes mídias nacionais.
Ele escreveu 15 livros, que valem a pena ser procurados e estão bem em conta. Finalizando deixo um link para os curiosos ou estudantes de comunicação:

http://www.observatoriodaimprensa.com.br/

8 de junio de 2010

Gaúche

Sabe aquele poema que diz que:
" Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gaúche na vida."

A vida as vezes te dá um soco, aquele bem dado sabe, que te derruba? E deixa doendo por dias? É mas tudo passa " eles passarão, eu passarinho". Aprendi a perdoar, confundir-me e a estar feliz por ver alguém feliz.
Sabe, me cansei da tremenda besteira que se move, da babaquice inteira, do sorriso meia boca e das metades, mal comidas, mastigadas, jogadas ao acaso. Aprendi que tem olhares que servem para serem vistos, outros para serem olhados, alguns admirados. Aprendi que quando se olha na olho e fala com convicção é sinal de que se pode confiar, quando isso não acontece já era, a vez passou, e quantos olhares fogem por ai.
Aprendi a não dedicar o meu amor, nem meu olhar, meu gesto, aprendi a não dar colo e quando o der, dar a quem posso confiar.
Teu destino está em tuas mãos apartir do momento tu que decides sair de baixo das cobertas, parar com a indecisão e ir atrás, tua voz se torna, mais doce, mais eterna diante dos seres, e tua vida parece ter algum sentido. Enquanto alguns continuam procurando mais alguns motivos para se sentir bem.
Chorar por amor, me faz bem, chorar de saudade, de carinho, de amizade.
Queria um dia no mundo que tods sentissem a pureza que existe em se deixar levar pelo ser.
Palavras bonitas, são palavras bonitas, mas nunca foram em vão, o poeta sempre confundiu, mas a única intenção era fazer entender. Porque não falo o certo, o errado, falo a metáfora e não deixo a resposta.
E assim vamos indo como o gaúche, nome nos dado, ou então Casmurro, como o Dom, seremos até chegar a hora...